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Coloque uma dose de RAP, guitarras pesadas e acrescente muita criatividade. Com essa combinação, o grupo carioca formado em 1997, ANTIZONA, lança seu primeiro álbum homônimo.
O disco nasce em meio às novas crises mundiais e sociais: econômicas e ambientais da primeira década do novo século e pela sobrevivência da cultura underground, sem padrões comerciais e modismos. Assim como um cronista que capta os momentos que compõem a condição humana, fatos irrisórios ou imagens pitorescas, a banda ANTIZONA constrói suas letras observando pessoas e registrando situações: flagrantes do cotidiano dos grandes centros urbanos, uma diversidade de loucuras e mistérios.
De forma independente e sem amadorismo e nenhuma ligação com a indústria fonográfica, a produção do primeiro álbum do ANTIZONA inspirou-se na velha atitude punk do Faça Você Mesmo, trazendo o exato equilíbrio entre o rock e o rap com uma sonoridade influenciada por ícones da cultura popular que atraíram uma maior quantidade e variedade de público, mas sem superficialidade.
Suas 11 faixas dão menos de quarenta minutos de álbum, mas o que se escuta é o equilíbrio certo nos riffs e efeitos destruidores da guitarra de Fabinho Teixeira e do baixo de Renato Horácio, e a espancação de bumbo e caixa da bateria de Léo Desbrousses. André Zovão traz ao mesmo tempo uma agressividade jovem na voz e uma capacidade em administrar a performance de palco e as sequência de rimas. Fábio ACM completa a estrutura trazendo as referências exatas coletadas na sua extensa coleção de discos de vinil.
Em alguns momentos do álbum, o grupo carioca passeia por estilos bem variados como acontece em “O Mar é Foda”, com uma pitada de break-beat e em “Blá Blá Blá” com pegadas de rap e hardcore.
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