sexta-feira, 14 de agosto de 2009

De Leve (2008 - De love)

  • De Leve: inovando, incomodando e subvertendo o rap nacional!
  • “De Love” é, sim, um álbum de amor, mas acima de tudo de um sentimento que brinda à liberdade; seja de misturar, inovar, experimentar... O rapper adotou propositadamente um visual cafajeste satírico, num misto de crooner de churrascaria com rapstar gringo ostentador de jóias e dono de péssimo gosto. A cara de pau e o discurso, hoje, tido como politicamente incorreto aparecem nas agitadas “O Quê Que Nego Quer” e “Elas São Sinistras”.
  • O rap norteamericano pode ser constatado ao longo do disco através de batidas que reverenciam a Velha Guarda ou ainda no esculacho no uso exagerado do Auto-Tune tão em voga com os astros de hoje na reggaeton “Minha Maluca”.
  • Não só a ironia é presença tradicional nas letras de De Leve, a acidez cutuca e reflete a realidade, como em “Dinhêro” e “Quer Dançar?” (a única que o rapper não assina a produção, e sim Voltair, a mixagem e a masterização são de Bruno Marcus).
  • Com suas batidas dançantes, tiradas inteligentes e sarcasmo afiado, De Leve vai conquistando seu espaço, inovando, incomodando e subvertendo o rap nacional. Não gostou? Os incomodados (e retrógrados) que se mudem!
  • Ricardo Tibiu

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