skip to main |
skip to sidebar
skip to footer
postado por
diboa
- Dor e emoção marcaram o enterro de Alexandre Faria, de 34 anos, o vocalista Xandão do grupo de rap Sistema Negro, na manhã de ontem, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no bairro dos Amarais, em Campinas. Familiares, amigos e integrantes da banda foram prestar o último adeus ao vocalista, que morreu no sábado, por volta das 7h, ao cair de um pontilhão na Rua Herbert de Souza, próximo aos prédios da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), no Jardim São José, região Sudoeste de Campinas." Não sei como vou viver agora. Ele era um filho maravilhoso. Querido por todos. A dor é muito forte. Vou sentir a falta dele para sempre", disse a mãe de Alexandre, Elisabete Faria, de 51 anos. A esposa de Alexandre estava muito abalada com a perda do marido. "Ele era um grande companheiro. Um excelente marido. Agora ficou apenas eu e o nosso filho Lucas, de 5 anos. Está sendo muito difícil", lamentou Rosangela Nascimento, de 32 anos, amparada pelos presentes.
- Os integrantes da banda estavam presentes e garantiram que vão manter o sonho de Alexandre: de lutar ainda mais pelo sucesso do grupo Sistema Negro. ?Não dá para explicar o que estamos sentindo agora. É muita tristeza. Mas a caminhada vai continuar. Jamais vamos parar. O Alexandre não ia querer isso. Vamos manter nosso grupo com toda força. Estamos com novas letras para o próximo trabalho, que deve sair até o final do ano?, comentou Kid Nice, integrante do grupo.
- Investigação
- Segundo testemunhas do caso da morte do rapper, Xandão foi jogar um saco plástico no Córrego Taubaté, por volta das 7h, perdeu o equilíbrio e caiu sobre algumas pedras. Ele sofreu ferimentos na cabeça, incluindo um grande corte na parte posterior. Apesar disso, a polícia vai investigar se foi acidente ou homicídio. A delegada Ana Cecília Fernandes Baz, do 5º Distrito Policial, pediu exame necroscópico ao Instituto Médico Legal (IML) e deverá encaminhar o caso à DIG.
- O amigo do rapper Alexandre Faria, Charles Cordeiro da Silva, descarta qualquer hipótese de homicídio. "Ele era muito querido. Não tinha inimigos. Foi um acidente", disse Silva, durante o enterro. Um dos moradores da região, Francisco Brazutti, de 54 anos, também crê em acidente e diz que naquele pontilhão já aconteceram quatro mortes acidentais.
- Fonte: Daniela Nucci
- CMI Brasil (Centro de Mídia Independente)