segunda-feira, 30 de junho de 2008

Graffites Brasileiros na Europa

Os brasileiros "Nunca" e "Osgemeos" foram selecionados pela galeria Tate Modem para participar da exposição "Street Art". É a primeira grande mostra do gênero em um museu público de Londres. Pela primeira vez na história, a fachada do prédio, que fica na margem do rio Tâmisa, foi pintada. Acompanham os brasileiros o grupo Faile (Nova York), JR (Paris), Blu (Itália) e Sixeart (Barcelona).
O lançamento aguardado para a exposição é o livro "Street Art - The Graffiti Revolution", de Cedar Lewisohn, que estará a venda. O livro conta a história da arte urbana desde a pintura rupestre até o presente, com depoimentos, entre outros, da dupla Osgemeos, Shephard Fairey (Obey) e Malcom McClaren. Espero que chegue ao Brasil no futuro.
Gustavo e Otávio Pandolfo, conhecidos como "Osgemeos", conseguiram algo nas ruas de São Paulo que muitos artistas plásticos que vivem no interior das galerias almejam mas não conseguem: alcançar o reconhecimento internacional. Em projeto do final do ano passado, os dois, juntamente com os grafiteiros Nunca e Nina, grafitaram o Castelo de Kelburn, na Escócia. Foram recebidos ao som de gaita de fole, com jantar típico escocês, com direito a asteamento da bandeira brasileira e tudo mais.
Em entrevista recente, a dupla criticou a postura da prefeitura de São Paulo: "uma cidade como São Paulo, com seus milhões de problemas, e a prefeitura atual se preocupa em contratar uma empresa só pra limpar grafite, seja ele qual for, onde for, pra quem for. É muito fácil tapar o sol com a peneira... (sic) Nossa proposta é que não haja repressão contra a expressão artística urbana, como nunca houve. Que os jovens possam pegar suas tintas e, em vez de cometer crimes, tenham a oportunidade de criar, se expressar e usar a cidade de uma forma positiva". É nestes detalhes que a prefeitura de São Paulo põe suas garras conservadoras de fora...
Questionados sobre a possível perda da essência do grafite, ao migrar dos muros da cidade para as galerias e museus, a dupla responde: "em nosso trabalho ele não perde a essência. Podemos estar em qualquer lugar ilustrando nossa "história", que será sempre a mesma "história". O que muda é que o grafite tem a característica única de ser a arte feita na rua e apenas lá. Artistas de grafite podem ir para as galerias, mas a essência dessa arte está na rua e nos trens, e não em galerias de arte e museus. Quando ele passa para esse mundo, na nossa opinião, deixa de ser grafite e passa a ser arte conceitual, arte contemporânea". Concordo em gênero, número e grau!
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